Scania no Brasil

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Scania AB é uma empresa européia fabricante de caminhões, ônibus, e motores diesel (marítimos e estacionários), sediada em Södertälje, Suécia. Com mais de 28.000 funcionários, a Scania possui operações na Europa, América Latina, Ásia, África e Oceania. Sua atuação estende-se por mais de 100 países no mundo.

A empresa foi fundada em 1900 como Maskinfabriks AB Scania na cidade de Malmö no sul da Suécia. Scania é a forma latina para designar a província sueca de Skåne. Em 1911 a Scania se associou a outro fabricante do ramo automobilístico, a Vagnsfabriks Aktiebolaget i Södertälje (VABIS) de Södertälje para formar a AB Scania-Vabis. Em 1969 a Scania-Vabis se associou com a Saab, para formar o grupo Saab-Scania AB. Em 1995 a união foi desfeita e a Scania passou a se chamar apenas Scania AB.

Tomada do controle pelo Grupo Volkswagen

Em 3 de março de 2008 o grupo Volkswagen anunciou a compra de participação acionária adicional na Scania que elevou os seus direitos de voto para 68,60%, passando desta forma a ser o acionista controlador da empresa[1].
[editar] Scania na América Latina

Em 1957, a região foi escolhida para acolher a primeira fábrica da empresa instalada fora da Suécia. A proposta era atuar nesse mercado em desenvolvimento, oferecendo produtos com a mais moderna tecnologia.

A primeira fábrica funcionava na Vemag no bairro do Ipiranga, em São Paulo, Brasil. Quase 20 anos depois, em 1976, a empresa abria as portas de sua unidade industrial em Tucumán, na Argentina. Em 1995, foi a vez da fábrica de San Luís do Potosí, no México.

Em 1998, as linhas de montagem passaram por significativas mudanças com a introdução de máquinas e equipamentos de última geração e de novos métodos de trabalho para a produção de caminhões pesados, ônibus e motores industriais e marítimos da Série 4.

A empresa possui três unidades de produção localizadas na Argentina, no Brasil e no México, além de operações comerciais no Chile e Peru. Outros mercados são atendidos por importadores independentes. A Scania conta com uma rede de mais de 145 concessionárias que atende os clientes na América Latina.

Para consolidar as atividades produtivas e comerciais no continente, em 1996 foi criada a Scania Latin America. As unidades de produção têm capacidade de produzir 20.000 veículos por ano, entre caminhões pesados e ônibus e 5.000 motores industriais e marítimos. Cerca de 4.000 pessoas trabalham na América Latina e a região é responsável por 20% do faturamento mundial do grupo.

Scania no Brasil

O Brasil foi escolhido pela Scania para iniciar suas atividades na América Latina em 1957. Em 1962 transferiu-se da capital paulista para São Bernardo do Campo.

Construída oficialmente como Scania-Vabis do Brasil Motores Diesel, produziu seu primeiro caminhão em 1958. Foi o L 75 com motor importado e um terço das peças nacionais, era montado no bairro do Ipiranga, em São Paulo na cor cinza claro, depois passaram a ser pintados de azul.

Em 1959, saiu das linhas de montagem o primeiro motor a diesel brasileiro para caminhões.

A partir de 1963, com o L 76, receberam a cor laranja, que marcou os caminhões da marca durante muito tempo.

Caminhões Scania no Brasil

Modelos e anos de lançamento no Brasil:

* 1957 - Scania Vabis L 71 (cor cinza claro importado pela Vemag entre 1951 e 1957 "625 unidades")
* 1958 - Scania Vabis L 71 (cor cinza claro montado pela Vemag entre 1958 e 1960 "726 unidades")
* 1958 - Scania Vabis L 75 (cor cinza claro e depois azul já fabricados no Brasil)
* 1963 - Scania Vabis L 76 (cor laranja)
* 1972 - Série 0 - Scania Vabis L 110; LS 110 com motor 11 litros (jacarés ou bicudos)
* 1974 - Série 0 - Scania Vabis LK 140 V8 (cara chata)
* 1978 - Série 1 - Scania Saab 110; 111s; 141
* 1982 - Série 2 - Scania Saab
o 4X2: 112H; 112Hs; 112M; 142H; 142Hs; 112Hw;
o 6X4: 112E; 142E; 112Ew; 142Ew
* 1990 - Série 3 - 113H; 113E (motores de 320 e 360 cv); 143H; 143E (motores de 450 cv); em 1993 foi lançado o modelo P93H, com motorização de 250 cv)
* 1998 - Série 4 - Composta por modelos com motor frontal, cabine R, e por modelos "cara-chata", cabines P e R, com as seguintes versões:
o Motores de 12 litros (360, 400 e 420 cv): Scania 124G; 124L; 124C
o Motores de 11 litros (320 e 360 cv)
o Motores de 9 litros (220 e 260 cv): 94G; 94D; 96C
o Motores V8 de 16 litros (480 cv): 164G; 164L; 164C
* 2005 - Série 5 (cabine não reestilizada) - Os modelos passaram a ser nomeados com base no tipo de cabine e na potencia do motor, diferentemente dos modelos anteriores que eram nomeados com base na cilindrada do motor e na aplicação a que se destinava.
o Cabine com motor frontal: T360; T400; T420; T480
o Cabine "cara-chata" alta: R360; R400; R420; R480
o Cabine "cara-chata" baixa: P230; P270; P310; P330; P340; P360; P400; P420
* 2008 - Série 5 (cabine reestilizada) - a cabine anteriormente denominada R pasou a se chamar G e o termo R designa as cabines de teto elevado.
o Motores de 12 litros: Scania G380; R420; G420; P420; R440; G440; R470; G470
o Motores de 11 litros: P340
o Motores de 9 litros (5 cilindros): P230; P270; P310
o Motores V8 de 16 litros R500

Há várias diferenças entre um 110 e um 111. Uma diferença que se destaca bem é o quebra-vento, que existe nas portas do modelo 110, e que foi extinto no modelo 111; outra diferença é que o 110 foi produzido somente com motor aspirado, bem como os primeiros 111, mais assim que foi lançado o modelo 111S, passaram a ser todos turbinados, por isso o "S", que significa "super".

Não existe o modelo "jacaré" com motor V8, apenas os LK eram equipados com esse motor, que trazia uma potência de 360 cavalos. Nos modelos 112 e 113 também existem algumas diferenças, uma bem vista, é na palheta do limpador do pára-brisas, que no modelo 112 é parafusada, e no modelo 113 é apenas encaixada. Os primeiros modelos 112 apresentaram apenas modificações na cabina, sendo mecanicamente semelhantes aos 111S, apenas mudava-se a cabina. Depois foi lançado o modelo 112Hs, que trazia um motor com 360 cavalos de potência, o painel do modelo 112 e dos primeiros modelos 113 também diferem em relação ao dos modelos 113 mais atuais, que têm o painel semelhante ao painel do modelo 124.

Como descrito acima, os nomes 111, 112, 113, etc. têm um significado; por exemplo, no modelo T112, o "T" significa caminhão com capo saliente, os vulgarmente chamados "bicudos", o "11" significa o volume em litros do motor, e "2" a geração. Na nova regra de nomeclatura criada pela Scania, aparecem apenas o tipo de cabina e potência do motor em cavalos a vapor, por isso, "Scania R470 HighLine", o "R" quer dizer caminhão frontal, ou vulgarmente "cara chata", e o "470" potencia do motor em cavalos.

Percebe-se também como a tecnologia aumenta a potência dos motores: por exemplo, O LK141, maior caminhão de sua época, com motor V8, atingia no máximo 360 cavalos; hoje em dia, um Scania R470 atinge muito mais com um motor 6 cilindros em linha, e já em 1990 o modelo 113 também atingia 360 cavalos apenas com um motor 6 cilindros.

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